Tuesday, December 13, 2005

Reino Unido aprova clonagem de embriões humanos para pesquisa

A Câmara dos Lordes do Parlamento britânico aprovou a clonagem de embriões humanos para pesquisa de novos tratamentos para doenças como os males de Alzheimer e de Parkinson. Depois de sete horas de debates, os lordes consideraram que as vantagens científicas dessas experiências são maiores do que os temores que cercam a clonagem de seres humanos. Cientistas envolvidos com a pesquisa médica saudaram a decisão do Parlamento, mas há receio em alguns setores políticos e religiosos de que esse pode ser o primeiro passo para a clonagem de um ser humano completo. Para os opositores da medida não houve considerações suficientes sobre as implicações éticas da clonagem para efeitos "terapêuticos". Maioria A proposta, apresentada pelo Partido Liberal-Democrata - a terceira força no Parlamento britânico - foi aprovada por 212 votos contra 92. A decisão, aprovada na Câmara dos Comuns no mês passado, tem força de lei, dependendo apenas de regulamentação. Mas uma comissão parlamentar ainda vai abrir um inquérito sobre as implicações da legalização da clonagem de embriões humanos para pesquisa. Doenças genéticas Os partidários da aprovação da clonagem "terapêutica" alegam que a demora na pesquisa pode prejudicar pessoas com doenças genéticas. Os cientistas acreditam que doenças como essas podem ser curadas ao se desenvolver novas formas de regenerar ou substituir tecidos com anormalidades. Muitos cientistas acreditam que isso pode ser feito usando células-mães presentes nos embriões humanos. A proposta aprovada pela Câmara dos Lordes autoriza a retirada das células-mães do embrião humano com no máximo 14 dias de vida.
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